quinta-feira, 30 de abril de 2026

CAMPOS DOS GOYTACAZES-DIA DAS MÃES DEVE MOVIMENTAR MAIS DE R$ 37 BILHÕES NO PAÍS E IMPULSIONAR VENDAS NO COMÉRCIO DE CAMPOS

O estudo também indica que aproximadamente 127 milhões de brasileiros devem ir às compras









Levantamento da CNDL e SPC Brasil aponta que 78% dos consumidores pretendem comprar presentes; data é a segunda mais importante para o varejo; Perfumes, roupas e cosméticos serão os principais presentes. Média dos gastos será de R$ 294.

O comércio brasileiro deve registrar aquecimento nas vendas para o Dia das Mães em 2026. De acordo com pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, a data deve movimentar cerca de R$ 37,91 bilhões em todo o país, com 78% dos consumidores planejando presentear.

O estudo também indica que aproximadamente 127 milhões de brasileiros devem ir às compras, reforçando o Dia das Mães como a segunda data mais relevante para o varejo, atrás apenas do Natal.

Em Campos, a expectativa acompanha o cenário nacional e é de crescimento no fluxo de consumidores, especialmente nos setores de vestuário, perfumaria, calçados, acessórios e eletrodomésticos — tradicionalmente os mais procurados neste período.

Segundo a CDL, o momento é estratégico para os lojistas ampliarem vendas e fortalecerem o relacionamento com os clientes. “O Dia das Mães é uma das datas mais importantes do calendário do comércio. Em Campos, percebemos um aumento significativo na movimentação das lojas, tanto no centro quanto nos bairros, o que reforça a importância de planejamento, estoque adequado e boas condições de pagamento”, destaca o presidente da entidade, Fabio Paes.

A pesquisa também mostra que, mesmo diante de um cenário econômico desafiador, o consumidor segue disposto a celebrar a data, priorizando presentes que tenham significado afetivo. Outro ponto relevante é a combinação entre compras presenciais e online, com muitos consumidores pesquisando preços antes de decidir onde comprar.

Para o comércio local, a orientação é investir em estratégias que estimulem a decisão de compra, como promoções, kits especiais, facilidades de pagamento e ações de marketing que valorizem o apelo emocional da data.

Roupas, cosméticos e chocolates/flores lideram o ranking dos presentes

A pesquisa revela que no Dia das Mães deste ano, os produtos campeões de venda devem ser Moda (Vestuário/Calçados/Acessórios) (53%), seguido por produtos de Beleza (Perfumes/Cosméticos) (50%), Chocolates e Flores: 24% cada e Experiências (Restaurantes/SPA/Viagens) (19%). A pesquisa aponta que 37% dos consumidores estariam dispostos a presentear com itens usados em ótimo estado, mas a resistência de 58% (que exigem itens novos) ainda protegem o varejo tradicional. Dentro desse grupo, para 24% independente da categoria ou estado do produto, o presente precisa ser algo novo e 22% fazem questão de um produto novo e lacrado.

Em relação à substituição do presente por dinheiro/Pix, 47% veem o dinheiro como preferência das mães (principalmente dos consumidores da Geração Z). Destes, 26% querem liberdade total de uso, enquanto 20% usariam para necessidades básicas (contas/supermercado). Porém, 54% ainda priorizam o simbolismo da data, acreditando que a mãe não abre mão da emoção de receber um presente físico.

A jornada de compra é híbrida e antecipada. A pesquisa de preço domina o digital, mas a conversão ainda é massiva no físico. De acordo com o levantamento, 79% pretendem comprar em lojas físicas, com predominância nos Shopping Centers (29%) e Populares (21%).

Já 47% dos consumidores optam pelo online, com destaque para os aplicativos (75%), sites (60%) e Instagram (25%). 

77% pretendem fazer pesquisa de preço antes de comprar; PIX será a forma de pagamento mais utilizada

A pesquisa aponta que o consumidor está atento aos preços e a grande maioria (77%) pretende fazer pesquisa antes de comprar os presentes. A pesquisa começa cedo (73% pesquisam 15 dias ou antes da data). Entre os que pretendem fazer pesquisa de preços, 87% costumam realizar pela internet, seja em sites/aplicativos (78%) e nas redes sociais (43%). Mas o varejo físico preserva sua relevância: 69%, com preferência por lojas de shopping (45%) e de rua (37%).

Em relação a forma de pagamento, a pesquisa mostra um conflito entre à vista (68% – Liderado por Pix 52% e débito 21%) e a prazo (58%), liderado pelo Cartão de crédito parcelado (36%). Entre os que pretendem comprar parcelado, a média será de 4 prestações.

Seis em cada dez entrevistados, 64% parcelam sem garantia de pagamento. O perfil divide-se entre Calculados, com uma gestão calculada, comprometendo-se apenas com parcelas que vão conseguir pagar (37%), os Preocupados/Otimistas, admitindo que o orçamento ficará apertado e confiando na capacidade de ‘dar um jeito’ posteriormente (37%) e os Imediatistas, priorizando a satisfação da compra e o bem-estar do momento em detrimento do planejamento financeiro (27%).

A pesquisa mostra que a descoberta do produto é multicanal, equilibrando o estímulo visual físico e o digital. O impacto é dividido igualmente entre o mundo físico e o digital: as vitrines aparecem em primeiro (39%) em seguida o Instagram (39%), seguidos por indicações (35%) e Buscadores (33%).

Os principais fatores decisivos de compra são a qualidade do produto (41%), o preço (40%), as promoções e descontos (35%) e o frete grátis (30%).

A divisão de custos surge como uma ferramenta para viabilizar o presente. 13% pretendem dividir o pagamento. Deste grupo, 50% dividem com irmãos, 32% com outros familiares e 23% com o pai. Para 38%, o objetivo é dar um presente melhor/mais caro. Outros dividem por necessidade (21% alegam preços altos) ou para reduzir gastos com o presente (15%). A grande maioria (82%) ainda prefere pagar o presente sozinho.

Sobre a comemoração da data: 42% planejam comemorar na casa da mãe, 29% em sua própria casa e 10% vão almoçar fora.
39% dos que pretendem comprar presentes estão com contas atrasadas. 87% “darão um jeito” de comprar, independentemente das limitações financeiras

A determinação em presentear no Dia das Mães demonstra ser um comportamento onde a barreira financeira não interrompe a jornada de compra, mas sim a adapta.

A pesquisa mostra que 87% dos consumidores afirmam que “darão um jeito” de realizar a compra, independentemente de limitações financeiras momentâneas. Enquanto 57% optam por recalcular o gasto e escolher um produto mais barato, o restante desse grupo busca fontes de renda extra (23%, como ‘bicos’ ou venda de itens pessoais), divide o valor do presente (14%) e/ou usa o cartão de crédito de terceiros.

O desejo de não deixar a data passar em branco impõe uma reorganização das finanças pessoais: 63% dos consumidores colocam o presente à frente de outras obrigações pessoais ou financeiras. Para viabilizar esse gasto, as principais ações são o corte em verbas de lazer (24%) e o adiamento de compras de uso pessoal, como vestuário e eletrônicos (24%). Já 23% aceitam parcelar o item mesmo cientes de que a decisão comprometerá o orçamento dos meses subsequentes.

De acordo com a pesquisa, 57% dos consumidores sentem algum tipo de pressão social para gastar além de suas posses, distribuída da seguinte forma: Pressão Constante (18%): Acreditam que o valor do presente é a métrica direta da gratidão. Pressão Ocasional (12%): Impulsionada pelo efeito de comparação nas redes sociais.

A incapacidade de manter o gasto dentro do planejamento atinge 29% dos consumidores, que admitem o hábito de gastar mais do que podem na data. 14% planejam deixar de pagar uma conta para viabilizar o presente (índice maior entre a Geração Z).

Entre os que pretendem presentear, 39% já possuem contas em atraso. Entre esses, a gravidade da situação financeira é alta: 72% já estão negativados.

O levantamento mostra outro dado preocupante onde 30% dos entrevistados sentem-se pressionados a gastar mais devido a postagens no Instagram ou TikTok. Para este grupo, a motivação é estética, focada em garantir que o presente ou a celebração gerem um registro impactante.

A CDL reforça ainda a importância de os consumidores planejarem seus gastos, compararem preços e evitarem o endividamento, garantindo uma experiência de compra mais consciente.

Com expectativa positiva, o varejo campista se prepara para um dos períodos mais importantes do primeiro semestre, com potencial para impulsionar resultados e fortalecer a economia local.

Fonte/Texto: CDL-Campos dos Goytacazes