O estudo também indica que aproximadamente 127 milhões de brasileiros devem ir às compras
Levantamento da CNDL e SPC Brasil aponta que 78% dos
consumidores pretendem comprar presentes; data é a segunda mais importante para
o varejo; Perfumes, roupas e cosméticos serão os principais presentes. Média
dos gastos será de R$ 294.
O comércio brasileiro deve registrar aquecimento nas
vendas para o Dia das Mães em 2026. De acordo com pesquisa da Confederação
Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, a data deve movimentar
cerca de R$ 37,91 bilhões em todo o país, com 78% dos consumidores planejando
presentear.
O estudo também indica que aproximadamente 127 milhões de
brasileiros devem ir às compras, reforçando o Dia das Mães como a segunda data
mais relevante para o varejo, atrás apenas do Natal.
Em Campos, a expectativa acompanha o cenário nacional e é
de crescimento no fluxo de consumidores, especialmente nos setores de
vestuário, perfumaria, calçados, acessórios e eletrodomésticos —
tradicionalmente os mais procurados neste período.
Segundo a CDL, o momento é estratégico para os lojistas
ampliarem vendas e fortalecerem o relacionamento com os clientes. “O Dia das
Mães é uma das datas mais importantes do calendário do comércio. Em Campos,
percebemos um aumento significativo na movimentação das lojas, tanto no centro
quanto nos bairros, o que reforça a importância de planejamento, estoque
adequado e boas condições de pagamento”, destaca o presidente da entidade,
Fabio Paes.
A pesquisa também mostra que, mesmo diante de um cenário
econômico desafiador, o consumidor segue disposto a celebrar a data,
priorizando presentes que tenham significado afetivo. Outro ponto relevante é a
combinação entre compras presenciais e online, com muitos consumidores
pesquisando preços antes de decidir onde comprar.
Para o comércio local, a orientação é investir em
estratégias que estimulem a decisão de compra, como promoções, kits especiais,
facilidades de pagamento e ações de marketing que valorizem o apelo emocional
da data.
Roupas, cosméticos e chocolates/flores
lideram o ranking dos presentes
A pesquisa revela que no Dia das Mães deste ano, os
produtos campeões de venda devem ser Moda (Vestuário/Calçados/Acessórios)
(53%), seguido por produtos de Beleza (Perfumes/Cosméticos) (50%), Chocolates e
Flores: 24% cada e Experiências (Restaurantes/SPA/Viagens) (19%). A pesquisa
aponta que 37% dos consumidores estariam dispostos a presentear com itens
usados em ótimo estado, mas a resistência de 58% (que exigem itens novos) ainda
protegem o varejo tradicional. Dentro desse grupo, para 24% independente da
categoria ou estado do produto, o presente precisa ser algo novo e 22% fazem
questão de um produto novo e lacrado.
Em relação à substituição do presente por dinheiro/Pix,
47% veem o dinheiro como preferência das mães (principalmente dos consumidores
da Geração Z). Destes, 26% querem liberdade total de uso, enquanto 20% usariam
para necessidades básicas (contas/supermercado). Porém, 54% ainda priorizam o
simbolismo da data, acreditando que a mãe não abre mão da emoção de receber um
presente físico.
A jornada de compra é híbrida e antecipada. A pesquisa de
preço domina o digital, mas a conversão ainda é massiva no físico. De acordo
com o levantamento, 79% pretendem comprar em lojas físicas, com predominância
nos Shopping Centers (29%) e Populares (21%).
Já 47% dos consumidores optam pelo online, com destaque
para os aplicativos (75%), sites (60%) e Instagram (25%).
77% pretendem fazer pesquisa de preço antes
de comprar; PIX será a forma de pagamento mais utilizada
A pesquisa aponta que o consumidor está atento aos preços
e a grande maioria (77%) pretende fazer pesquisa antes de comprar os presentes.
A pesquisa começa cedo (73% pesquisam 15 dias ou antes da data). Entre os que
pretendem fazer pesquisa de preços, 87% costumam realizar pela internet, seja
em sites/aplicativos (78%) e nas redes sociais (43%). Mas o varejo físico
preserva sua relevância: 69%, com preferência por lojas de shopping (45%) e de
rua (37%).
Em relação a forma de pagamento, a pesquisa mostra um
conflito entre à vista (68% – Liderado por Pix 52% e débito 21%) e a prazo
(58%), liderado pelo Cartão de crédito parcelado (36%). Entre os que pretendem
comprar parcelado, a média será de 4 prestações.
Seis em cada dez entrevistados, 64% parcelam sem garantia
de pagamento. O perfil divide-se entre Calculados, com uma gestão calculada,
comprometendo-se apenas com parcelas que vão conseguir pagar (37%), os
Preocupados/Otimistas, admitindo que o orçamento ficará apertado e confiando na
capacidade de ‘dar um jeito’ posteriormente (37%) e os Imediatistas,
priorizando a satisfação da compra e o bem-estar do momento em detrimento do
planejamento financeiro (27%).
A pesquisa mostra que a descoberta do produto é
multicanal, equilibrando o estímulo visual físico e o digital. O impacto é
dividido igualmente entre o mundo físico e o digital: as vitrines aparecem em
primeiro (39%) em seguida o Instagram (39%), seguidos por indicações (35%) e Buscadores
(33%).
Os principais fatores decisivos de compra são a qualidade
do produto (41%), o preço (40%), as promoções e descontos (35%) e o frete
grátis (30%).
A divisão de custos surge como uma ferramenta para
viabilizar o presente. 13% pretendem dividir o pagamento. Deste grupo, 50%
dividem com irmãos, 32% com outros familiares e 23% com o pai. Para 38%, o
objetivo é dar um presente melhor/mais caro. Outros dividem por necessidade
(21% alegam preços altos) ou para reduzir gastos com o presente (15%). A grande
maioria (82%) ainda prefere pagar o presente sozinho.
Sobre a comemoração da data: 42% planejam comemorar na
casa da mãe, 29% em sua própria casa e 10% vão almoçar fora.
39% dos que pretendem comprar presentes estão com contas atrasadas. 87% “darão
um jeito” de comprar, independentemente das limitações financeiras
A determinação em presentear no Dia das Mães demonstra
ser um comportamento onde a barreira financeira não interrompe a jornada de
compra, mas sim a adapta.
A pesquisa mostra que 87% dos consumidores afirmam que
“darão um jeito” de realizar a compra, independentemente de limitações
financeiras momentâneas. Enquanto 57% optam por recalcular o gasto e escolher
um produto mais barato, o restante desse grupo busca fontes de renda extra
(23%, como ‘bicos’ ou venda de itens pessoais), divide o valor do presente
(14%) e/ou usa o cartão de crédito de terceiros.
O desejo de não deixar a data passar em branco impõe uma
reorganização das finanças pessoais: 63% dos consumidores colocam o presente à
frente de outras obrigações pessoais ou financeiras. Para viabilizar esse
gasto, as principais ações são o corte em verbas de lazer (24%) e o adiamento
de compras de uso pessoal, como vestuário e eletrônicos (24%). Já 23% aceitam
parcelar o item mesmo cientes de que a decisão comprometerá o orçamento dos
meses subsequentes.
De acordo com a pesquisa, 57% dos consumidores sentem
algum tipo de pressão social para gastar além de suas posses, distribuída da
seguinte forma: Pressão Constante (18%): Acreditam que o valor do presente é a
métrica direta da gratidão. Pressão Ocasional (12%): Impulsionada pelo efeito
de comparação nas redes sociais.
A incapacidade de manter o gasto dentro do planejamento
atinge 29% dos consumidores, que admitem o hábito de gastar mais do que podem
na data. 14% planejam deixar de pagar uma conta para viabilizar o presente
(índice maior entre a Geração Z).
Entre os que pretendem presentear, 39% já possuem contas
em atraso. Entre esses, a gravidade da situação financeira é alta: 72% já estão
negativados.
O levantamento mostra outro dado preocupante onde 30% dos
entrevistados sentem-se pressionados a gastar mais devido a postagens no
Instagram ou TikTok. Para este grupo, a motivação é estética, focada em
garantir que o presente ou a celebração gerem um registro impactante.
A CDL reforça ainda a importância de os consumidores
planejarem seus gastos, compararem preços e evitarem o endividamento,
garantindo uma experiência de compra mais consciente.
Com expectativa positiva, o varejo campista se prepara
para um dos períodos mais importantes do primeiro semestre, com potencial para
impulsionar resultados e fortalecer a economia local.
Fonte/Texto: CDL-Campos dos Goytacazes
