Que as iniciativas anunciadas aconteçam
No dia 01 de junho, a CDL de Campos dos Goytacazes,
promoveu um encontro entre o empresariado e o prefeito de Campos, Frederico
Paes.
Segundo o que foi publicado, a reunião teve como foco o
centro da cidade e o desenvolvimento econômico.
De acordo, com o que foi noticiado, o prefeito de Campos,
encaminhará a Câmara de Vereadores um projeto alterando o zoneamento da área
central, com incentivo aos empreendimentos imobiliários voltados para habitação.
Apresentou, também, a criação de um programa abrangendo a
recuperação, valorização e fortalecimento do Centro Histórico e Comercial de
Campos.
Anunciou, ainda, um estudo sobre transporte público e a
criação de um Conselho de Desenvolvimento Econômico com participação das
entidades representativas de classe.
Com relação ao Centro Histórico e Comercial de Campos, há
pelo menos dois anos, a CDL de Campos vem promovendo vários encontros sobre a
importância da revitalização do local.
Nestes encontros, gestores de outros municípios
apresentaram e demonstraram os diversos benefícios que obtiveram com esta
iniciativa. Destacamos alguns deles:
- geração de empregos;
-fortalecimento da economia;
-valorização do patrimônio histórico e cultural;
-impulsão do mercado imobiliário;
-atrativo turístico;
-espaço de lazer.
Em nenhum momento, o ex-prefeito Wladimir Garotinho se
mostrou sensibilizado sobre o tema.
Fazemos votos para que, de fato, o programa anunciado
pelo atual prefeito seja implementado.
Com relação a estudos e criação de Conselhos, de igual
maneira, esperamos que, realmente, não
fiquem apenas na intenção, que, efetivamente, ocorram e que os propósitos sejam
alcançados.
No livro A HISTÓRIA REAL, dos jornalistas Gilberto
Dimenstein(falecido) e Josias de Souza, escrito em 1994, eles citam que durante
a elaboração da Medida Provisória que criou a URV, surgiu um impasse ao seu
final. O então Ministro do Trabalho Walter Barelli, insistia que o valor do
salário mínimo fosse aumentado para cem dólares. Sérgio Cutolo, Ministro da
Previdência, em defesa do então Ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso,
disse que a proposta quebraria a Previdência. O ministro Barelli, por não
concordar ameaçou pedir demissão. FHC propôs uma saída honrosa para Barelli: a
formação de uma comissão para debater formas de
elevação do mínimo. Segundo os jornalistas, na burocracia de Brasília, a
constituição de comissão é a melhor forma de postergar a solução de um
problema.
Gerson Tavares de
Nader
