domingo, 30 de novembro de 2025

CAMPOS DOS GOYTACAZES-ESCOLHAS

Equivocadas














O portal j3 News, publicou hoje, matéria do jornalista Ocinei Trindade com o título “Centro Histórico de Campos: apagamento e especulação”.

A reportagem aborda a degradação do centro da cidade.

Cita as pesquisas da UENF e da UNESP, sobre o tema.

Traz o depoimento do sociólogo André Vasconcellos, pesquisador em políticas sociais e urbanas, que passou a acompanhar o Centro Histórico desde 2014.

Dentre o seu depoimento, destacamos:

Quando o Centro Histórico perde vida, o comércio local enfraquece. E isso é muito discutido em nossa cidade. O turismo se esvazia e, ao contrário do que se almeja, o valor do solo no entorno cai. Com políticas públicas bem planejadas, como incentivos fiscais, linhas de crédito para restauração e programas de ocupação criativa, é possível transformar os imóveis antigos em motores de desenvolvimento, em vez de deixá-los virar ruínas”. (o grifo é nosso).

Foi ouvido também o arquiteto e urbanista Renato Siqueira que afirmou:

que tem se agravado a manutenção do patrimônio do Centro Histórico de Campos. Um exemplo recente é a decisão judicial de demolir o Edifício Itu, concebido pelo arquiteto Joffre Maia, símbolo do modernismo na cidade”.

O artigo cita também, ações da CDL e iniciativa privada, nas quais foram apresentados bons exemplos de revitalização de centros históricos no país e no mundo.

O jornalista, buscou ouvir, também, a Prefeitura sobre o assunto. As considerações do executivo municipal, através da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, foram:

“à preservação dos imóveis tombados em Campos segue a Lei nº 8.487/2013, que responsabiliza os proprietários pela conservação e só permite demolições em caso de ruína comprovada, com decisão do Conselho de Preservação do Patrimônio Arquitetônico Municipal (Coppam).

“O Centro Histórico é área protegida, e qualquer intervenção depende de autorização da Secretaria de Obras após consulta ao conselho. Sobre o aumento de estacionamentos no Centro, a Fundação explica que muitos surgiram após a demolição de imóveis antigos sem manutenção adequada. O Coppam não tem poder de polícia e atua mediante denúncias, notificando os responsáveis quando há suspeita de irregularidades. A lei prevê que o município pode intervir e cobrar os custos, além de oferecer incentivos fiscais para imóveis preservados”.

Respostas evasivas da Prefeitura não são novidades. A reportagem não aborda apenas os fatos declinados na resposta. Ela é mais abrangente. Aborda, também, a importância da revitalização do centro da cidade, conforme demonstrado.

Já foram publicadas diversas matérias sobre os benefícios da revitalização, com menções as cidades que a fizeram e os ganhos obtidos. Dentre eles:

- geração de empregos;

-fortalecimento da economia;

-valorização do patrimônio histórico e cultural;

-impulsão do mercado imobiliário;

-atrativo turístico;

-espaço de lazer

Em linhas gerais, a revitalização compreende a recuperação de áreas degradadas ou subutilizadas, criação de novas dinâmicas econômicas, sociais e culturais, melhoria do espaço físico, recuperação de imóveis e criação de novos usos. 

Cabe às Prefeituras a responsabilidade pelo desenvolvimento de estratégias e programas, que devem ser implementados em parceria com o setor privado, instituições e a comunidade.

Infelizmente, o prefeito Wladimir Garotinho prefere investir em projeto cujos benefícios são questionáveis, como o Parque Ecológico.

Matériada J3News

Gerson Tavares de Nader