O foco é sempre o mesmo
Quem acompanha o futebol, sabe da atual situação do
Botafogo.
Com seríssimos problemas financeiros e administrativo, o
futuro do clube e do time de futebol é uma incógnita.
O mesmo personagem-John Textor- que o tirou do “buraco”, ali
o recolocou, pelos motivos amplamente divulgados pela mídia.
Por problemas financeiros e má administração do
Departamento de Futebol, desde a saída de Artur Jorge, o clube não contratou um
técnico a altura do clube e do bom elenco que possui- exceção de alguns
jogadores-.
O técnico atual vem tomando decisões equivocadas na
escalação do time. Insiste em escalar/relacionar jogadores quem já demonstraram
que não têm condições de fazer parte do elenco, muito menos serem titulares:
Vitinho, Newton, Arthur Cabral e Mateus Martins. Imagino como deve ser
frustrante, por exemplo, o Danilo passar a bola para o Arthur Cabral e receber
de volta (quando recebe) uma “melancia”. Sequer relaciona o Villalba na quase
totalidade dos jogos. A única posição que não se tem escolha é no gol. Quem
entrar falha.
Enquanto perdurar a crise financeira, vamos ter que
continuar convivendo com isto. A tendência, aliás, é piorar. Dificilmente
jogadores como Danilo e Montoro continuarão no clube no segundo semestre.
Não bastasse isto e, quem acompanha o noticiário percebe
que a chamada “grande imprensa”, de um modo geral, não morre de amores pelo
Botafogo. Pelo contrário. Parece ter prazer em noticiar, ou inventar o que há
de negativo. Pode ser que os motivos tenham sido as declarações iniciais do Textor,
ou pela letra de uma das músicas da torcida que fala “em mídia suja”.
De todas, as mais tendenciosas são daquelas que fazem
parte das “Organizações Globo”.
No dia 02 de maio, ao acessar o Instagram deparei-me com três
matérias que me deixaram indignado-razão desta matéria.
A primeira delas era do portal Sportv e tinha como título
“QUEDA DO BOTAFOGO”. Reproduzia entrevista com o ex-jogador do clube, Luiz
Henrique.
Ao invés de valorizar o possível título (acabou se concretizando)
preferiu abordar a perda do título de 2024.
Chamei a empresa de decadente, e perguntei por que não
focava no presente, ao invés de menosprezar o clube.
A outra matéria é do portal do jornal Globo, com título
“DÍVIDA DE 2 BILHÕES”. Divulgava o resultado do balanço do clube, informando
que, dente os quatro clubes grandes do Rio, ele foi o único que fechou suas
contas em déficit, no ano passado. Esta notícia já havia sido publicada
anteriormente.
A exemplo da matéria anterior, chamei a empresa
decadente, mencionando que, naquele dia, era, pelo menos, a terceira notícia
desfavorável ao clube que publicavam. (Da outra, não tirei “print”).
Questionei, ainda, o fato de não informar a situação de outros clubes?
A decadência das Organizações Globo não teve início
agora. Ela remonta ao século passado e, só faz se acentuar.
Em 1983, teve início no País, um movimento que foi
chamado de “Diretas Já”, pedindo eleições direta para a Presidência da
República. Ele ganhou força, com a emenda constitucional apresentada pelo
Deputado Dante de Oliveira do, à época, PMDB-MT.
Teve um enorme crescimento em 1984, com a realização de
diversos comícios em todo o País. As “Organizações Globo”, não davam ao evento
a importância que ele tinha.
Por exemplo, no dia 24 de janeiro de 1984, 300 mil
pessoas foram à Praça da Sé, em São Paulo, para reivindicar eleições diretas
para presidente. O Jornal Nacional-telejornal de maior audiência da época-
omitiu este fato, informando que se tratava de evento comemorativo aos 430 anos
de São Paulo.
A emissora foi muito criticada por isto e, se não me engano,
a partir daí é que surgiu o slogan, “O povo não é bobo abaixo a Rede Globo”.
Em razão das críticas recebidas e da repercussão negativa
junto à população, a emissora passou a noticiar de forma mais ampla os eventos.
Anos mais tarde em livros e depoimentos de seus
executivos, tentaram justificar a omissão, invocando a censura da ditadura
militar. A outras, principalmente a Bandeirantes, que davam ampla cobertura ao
evento, não sofreram censura?
Outro evento foi a edição do último debate presidencial
de 1989, realizado em 14 de dezembro, entre Lula e Collor. Quem assistiu a
edição do debate no Jornal Nacional, percebeu claramente que ele favoreceu a
Fernando Collor.
Há muitos anos não assisto programas seja da Globo ou
Globonews. Há alguns anos ao assistir aos telejornais da Globonews, fiquei com
a impressão que a maioria dos apresentadores se consideram mais importante que
a notícia. Além disto. alguns deles ao entrevistar algum personagem, parecem
estar defendendo um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso). Desisti.
Voltando ao Botafogo, no sábado, conseguimos perder para
aquele que era o vice-lanterna do campeonato brasileiro.
Como diz o ditado popular "nada é tão ruim que não
possa piorar".
Gerson Tavares de
Nader


