segunda-feira, 4 de maio de 2026

SOBRE FUTEBOL, MÍDIAS E DECADÊNCIA

O foco é sempre o mesmo

















Quem acompanha o futebol, sabe da atual situação do Botafogo.

Com seríssimos problemas financeiros e administrativo, o futuro do clube e do time de futebol é uma incógnita.

O mesmo personagem-John Textor- que o tirou do “buraco”, ali o recolocou, pelos motivos amplamente divulgados pela mídia.

Por problemas financeiros e má administração do Departamento de Futebol, desde a saída de Artur Jorge, o clube não contratou um técnico a altura do clube e do bom elenco que possui- exceção de alguns jogadores-.

O técnico atual vem tomando decisões equivocadas na escalação do time. Insiste em escalar/relacionar jogadores quem já demonstraram que não têm condições de fazer parte do elenco, muito menos serem titulares: Vitinho, Newton, Arthur Cabral e Mateus Martins. Imagino como deve ser frustrante, por exemplo, o Danilo passar a bola para o Arthur Cabral e receber de volta (quando recebe) uma “melancia”. Sequer relaciona o Villalba na quase totalidade dos jogos. A única posição que não se tem escolha é no gol. Quem entrar falha.

Enquanto perdurar a crise financeira, vamos ter que continuar convivendo com isto. A tendência, aliás, é piorar. Dificilmente jogadores como Danilo e Montoro continuarão no clube no segundo semestre.

Não bastasse isto e, quem acompanha o noticiário percebe que a chamada “grande imprensa”, de um modo geral, não morre de amores pelo Botafogo. Pelo contrário. Parece ter prazer em noticiar, ou inventar o que há de negativo. Pode ser que os motivos tenham sido as declarações iniciais do Textor, ou pela letra de uma das músicas da torcida que fala “em mídia suja”.

De todas, as mais tendenciosas são daquelas que fazem parte das “Organizações Globo”.

No dia 02 de maio, ao acessar o Instagram deparei-me com três matérias que me deixaram indignado-razão desta matéria.

A primeira delas era do portal Sportv e tinha como título “QUEDA DO BOTAFOGO”. Reproduzia entrevista com o ex-jogador do clube, Luiz Henrique.

Ao invés de valorizar o possível título (acabou se concretizando) preferiu abordar a perda do título de 2024.

Chamei a empresa de decadente, e perguntei por que não focava no presente, ao invés de menosprezar o clube.

A outra matéria é do portal do jornal Globo, com título “DÍVIDA DE 2 BILHÕES”. Divulgava o resultado do balanço do clube, informando que, dente os quatro clubes grandes do Rio, ele foi o único que fechou suas contas em déficit, no ano passado. Esta notícia já havia sido publicada anteriormente.

A exemplo da matéria anterior, chamei a empresa decadente, mencionando que, naquele dia, era, pelo menos, a terceira notícia desfavorável ao clube que publicavam. (Da outra, não tirei “print”). Questionei, ainda, o fato de não informar a situação de outros clubes?


















A decadência das Organizações Globo não teve início agora. Ela remonta ao século passado e, só faz se acentuar.

Em 1983, teve início no País, um movimento que foi chamado de “Diretas Já”, pedindo eleições direta para a Presidência da República. Ele ganhou força, com a emenda constitucional apresentada pelo Deputado Dante de Oliveira do, à época, PMDB-MT.

Teve um enorme crescimento em 1984, com a realização de diversos comícios em todo o País. As “Organizações Globo”, não davam ao evento a importância que ele tinha.

Por exemplo, no dia 24 de janeiro de 1984, 300 mil pessoas foram à Praça da Sé, em São Paulo, para reivindicar eleições diretas para presidente. O Jornal Nacional-telejornal de maior audiência da época- omitiu este fato, informando que se tratava de evento comemorativo aos 430 anos de São Paulo.

A emissora foi muito criticada por isto e, se não me engano, a partir daí é que surgiu o slogan, “O povo não é bobo abaixo a Rede Globo”.

Em razão das críticas recebidas e da repercussão negativa junto à população, a emissora passou a noticiar de forma mais ampla os eventos.

Anos mais tarde em livros e depoimentos de seus executivos, tentaram justificar a omissão, invocando a censura da ditadura militar. A outras, principalmente a Bandeirantes, que davam ampla cobertura ao evento, não sofreram censura?

Outro evento foi a edição do último debate presidencial de 1989, realizado em 14 de dezembro, entre Lula e Collor. Quem assistiu a edição do debate no Jornal Nacional, percebeu claramente que ele favoreceu a Fernando Collor.

Há muitos anos não assisto programas seja da Globo ou Globonews. Há alguns anos ao assistir aos telejornais da Globonews, fiquei com a impressão que a maioria dos apresentadores se consideram mais importante que a notícia. Além disto. alguns deles ao entrevistar algum personagem, parecem estar defendendo um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso). Desisti.

Voltando ao Botafogo, no sábado, conseguimos perder para aquele que era o vice-lanterna do campeonato brasileiro.

Como diz o ditado popular "nada é tão ruim que não possa piorar".

Gerson Tavares de Nader